Ainda vale a pena investir na poupança?

Ainda vale a pena investir na poupança?

A poupança está perdendo da inflação, mas as opções a ela, podem não compensar o trabalho de mudar, se o objetivo é ter uma reserva de emergência fácil de sacar. Na poupança, R$ 1.000 aplicados dão perda real de R$ 16 em um ano. Em outras aplicações, como Tesouro Selic, o prejuízo seria muito próximo: R$ 13,50.

A perda da poupança ocorre porque a taxa básica de juros, a Selic, está no menor patamar da história do país: apenas 2% ao ano. O ganho da poupança está diretamente ligado a essa taxa.

A poupança hoje está rendendo 1,4% ao ano. Supondo uma aplicação de R$ 1.000 feita hoje, o rendimento ao fim de 12 meses – mantida essa Selic – seria de R$ 14,00. Ou, aproximadamente R$ 1,16 por mês. Pela regra que está em vigor desde 2012, toda vez que a Selic estiver abaixo de 8% ao ano – o que é o caso agora – o rendimento da caderneta de poupança será de 70% da Selic.

 

O Ganho real pode ser na verdade uma perda

Esse rendimento não é agradável. Mas o problema não acaba aí. Tendo ainda a inflação para colocar nessa conta. Afinal, ao longo de um ano, os preços dos produtos vão subindo e, dessa forma, o poder de compra da moeda vai diminuindo.

Os economistas ouvidos pelo Banco Central por meio do Boletim Focus semanal dizem que o IPCA (O índice oficial de inflação do governo) vai fechar o ano que vem em 3%. Assim, de cada R$ 1.000, a inflação já vai corroer R$ 30,00.

A verdade é que não houve ganho na poupança, mas uma perda. A aplicação vai entregar ao dono dos R$ 1.000 um rendimento de R$ 14, mas a inflação gera um perda no poder de compra de R$ 30. No fim das contas, esse aplicador deve perder em 12 meses.

 

A Inflação é a grande inimiga

A inflação hoje é a maior inimiga da poupança nesses tempos de juros baixos. Mas vale destacar que o papel da poupança não é o de dar ganhos e lucros gordos, e sim de preservar o capital para atender emergências. Dessa forma, manter o dinheiro na poupança não é um problema se o objetivo dessa aplicação for servir como ajuda em momentos de gastos inesperados.

Afinal, quem não tem uma reserva de emergência, ainda que seja uma aplicação que não renda quase nada, vai ter que pedir empréstimo num banco. E isso vai custar juros mensais de até 8%, para quem cair no cheque especial.

 

Alternativas à poupança

Para consultores financeiros, o investidor pode considerar como válida para reserva de emergência qualquer aplicação que dê um rendimento perto do CDI, ou seja, algo muito próximo à Selic, e que tenha liquidez diária permitindo saques em até 24 horas e sem perdas.

Atualmente no mercado há várias opções para aplicar a reserva de emergência. Os mais destacados são: Tesouro Selic, disponível na plataforma do Tesouro Direto; os fundos de renda fixa DI sem taxa de administração; e os CDBs de liquidez diária.

Esses produtos rendem mais que a poupança, para comparar, mantendo o exemplo dos R$ 1.000 aplicados por 12 meses, essas alternativas à poupança dariam ao investidor uma perda de R$ 13,50.

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